Curso de Agente de Turismo Como Funciona

Imagine que uma família entre em contato querendo passar quatro dias em uma cidade que nunca visitou.

Eles querem um hotel bem localizado, atividades para crianças, um passeio diferente, restaurantes próximos e uma programação que não os faça atravessar a cidade cinco vezes no mesmo dia.

Isso é Turismo na prática.

Antes de montar qualquer roteiro, alguém precisa pesquisar, comparar opções, entender o perfil do visitante e transformar uma quantidade enorme de informações em algo simples:

“Para vocês, eu faria assim.”

É por isso que um Curso de Agente de Turismo não deveria ensinar apenas nomes de destinos famosos.

A formação pode envolver hospitalidade, planejamento de viagens, sistemas de reservas, atendimento ao cliente, marketing turístico, hospedagem, transportes, elaboração de roteiros, patrimônio cultural e legislação.

E conforme o profissional avança, começam a aparecer outras competências comerciais importantes: inglês para turismo, vendas, gestão de viagens, sistemas de emissão, marketing digital, Excel e até faculdade de Turismo ou Hotelaria.

Mas existe uma diferença enorme entre fazer um curso livre online de Agente de Turismo e concluir uma formação mais extensa, como o curso de Agente de Informações Turísticas de 200 horas oferecido pelo Senac.

Os dois podem ensinar Turismo.

Não são a mesma formação.

Como funciona o Curso de Agente de Turismo online?

Usando como referência o curso da Elevo By Anglo Cursos, que estamos acompanhando neste cluster, o formato é bastante simples.

Atualmente ele possui:

17 módulos

modalidade 100% online

nível básico

e carga horária configurável entre 6 e 400 horas, sendo 140 horas a referência inicial apresentada na página.

O estudante acessa o conteúdo pelo computador ou celular e estuda de maneira autônoma.

Não existe uma turma esperando todo mundo chegar ao mesmo módulo.

Você pode estudar de manhã, à noite, durante a semana ou concentrar as aulas no fim de semana.

A plataforma informa inclusive que a duração real não é previamente definida: cada pessoa avança conforme disponibilidade, conhecimento anterior e ritmo de aprendizagem.

Isso é ótimo para flexibilidade.

Mas cria uma dúvida.

Se você ainda não deu o primeiro passo, a hora é agora: https://anglocursos.com.br/cursos/de/profissionalizantes/agente-de-turismo/gratis

Se posso escolher de 6 a 400 horas, quantas horas o curso realmente dura?

Aqui é importante não confundir carga horária declarada para certificação com uma quantidade obrigatória de horas cronometradas diante da tela.

A página da Elevo apresenta o curso com carga inicial de 140 horas, mas permite que o aluno escolha cargas diferentes dentro de seu sistema de certificação. A própria plataforma esclarece que o tempo real necessário para concluir o estudo varia entre os estudantes.

Então eu não escolheria o certificado de 400 horas pensando:

“vou sair quatro vezes mais qualificado do que alguém que escolheu 100 horas.”

O conteúdo programático continua sendo o elemento mais importante.

E, nesse caso, são 17 módulos.

É melhor olhar para o que você realmente aprenderá.

O primeiro assunto é entender o próprio trabalho

O curso começa com:

O Papel do Agente de Turismo

e

Funções e Competências do Agente de Turismo.

Pode parecer óbvio.

Mas essa parte é essencial porque muita gente entra procurando “curso de turismo” sem saber se quer trabalhar com:

vendas de viagens;

recepção de turistas;

hotelaria;

eventos;

guiamento;

ou criação de roteiros.

São atividades próximas, mas não idênticas.

O primeiro passo é compreender onde o Agente de Turismo pode participar dessa cadeia.

O Agente de Turismo passa o dia vendendo pacote?

Não necessariamente.

A própria formação da Elevo relaciona o profissional a atividades como planejamento de viagens, elaboração de pacotes, atendimento aos viajantes, informações sobre pontos turísticos e criação de roteiros personalizados.

Dependendo da vaga, uma pessoa pode trabalhar muito mais com atendimento.

Outra pode trabalhar com vendas.

Outra pode organizar reservas.

Outra pode estar ligada ao turismo receptivo.

É justamente por isso que o curso mistura tantas matérias diferentes.

Por que Comunicação aparece tão cedo?

Os módulos 3 e 4 trabalham:

Comunicação e Expressão

e

Papel da Comunicação no Mundo do Trabalho.

Isso não é enfeite curricular.

Turismo é uma atividade em que uma informação mal transmitida pode estragar uma viagem.

Imagine dizer a um cliente:

“acho que o passeio sai por volta das 8h.”

Quando na realidade o transporte sai às 7h30 e não espera atrasados.

Ou informar:

“o hotel fica perto da praia.”

Mas deixar de explicar que são quatro quilômetros.

O profissional precisa aprender a transmitir:

horários;

valores;

condições;

limitações;

e orientações

de maneira clara.

Atendimento é só ser simpático?

Não.

Ser cordial ajuda muito.

Mas bom atendimento envolve principalmente entender o que aquela pessoa realmente precisa.

Imagine dois casais procurando o mesmo destino.

O primeiro quer:

balada, restaurantes e vida noturna.

O segundo quer:

silêncio, natureza e descanso.

Vender exatamente o mesmo roteiro para os dois pode ser um erro.

Atendimento começa com perguntas.

Quem vai viajar?

Qual é o orçamento?

Quantos dias?

Há crianças?

Há idosos?

Existe alguma necessidade de acessibilidade?

O cliente pretende dirigir?

Prefere atividades intensas ou tranquilas?

Quanto mais preciso o diagnóstico, melhores ficam as sugestões.

Por que Ética aparece na formação?

O quinto módulo da Elevo é Ética nas Relações Interpessoais.

Isso também tem aplicação bastante prática.

Imagine que determinado hotel pague comissão maior.

Mas você sabe que outro estabelecimento atende melhor aquele cliente.

Qual deve ser a prioridade?

Ou pense em uma pessoa entregando:

nome;

telefone;

documentos;

dados de viagem;

informações familiares;

e eventualmente dados necessários a uma reserva.

Turismo trabalha com confiança.

O profissional precisa tratar as informações corretamente e não prometer coisas que o serviço não oferece.

Uma venda feita enganando o turista pode gerar uma comissão hoje e perder o cliente para sempre.

Sustentabilidade também é matéria?

Sim.

A Elevo inclui:

Noções de Educação Ambiental

e

Desenvolvimento, Sustentabilidade e Turismo.

Esse assunto ganhou importância porque um destino turístico pode crescer tanto que começa a destruir justamente aquilo que atraía visitantes.

Pense em uma praia pequena.

Quanto mais gente chega, maior pode ser a movimentação econômica.

Mas também podem aumentar:

lixo;

trânsito;

pressão sobre água e esgoto;

ocupação irregular;

danos ambientais.

Turismo sustentável tenta equilibrar:

atividade econômica + comunidade local + preservação do destino.

E isso não interessa apenas a governos.

Empresas também podem trabalhar com produtos voltados a:

ecoturismo;

turismo de natureza;

experiências comunitárias;

atividades de baixo impacto.

Hospitalidade é a mesma coisa que Hotelaria?

Não.

A formação também aborda Turismo e Hospitalidade.

Hospitalidade é uma ideia mais ampla.

Um turista pode sentir-se bem recebido:

no hotel;

num restaurante;

num centro de informações;

num passeio;

num evento;

ou durante uma simples conversa com alguém que o orientou corretamente.

Hotelaria é um setor específico.

Hospitalidade é uma lógica de acolhimento que atravessa vários serviços turísticos.

E isso muda a experiência do visitante.

Por que isso importa tanto?

Porque duas cidades podem ter atrações semelhantes.

Mas o turista lembra muito de como foi tratado.

Às vezes o diferencial não é ter a praia mais bonita.

É encontrar:

informação fácil;

pessoas preparadas;

serviços organizados;

e atendimento que resolve problemas.

O turismo vive bastante de reputação.

E atualmente uma experiência ruim pode virar avaliação pública em poucos minutos.

O curso ensina cultura?

Sim — e essa é uma parte muito interessante da grade.

A Elevo inclui:

Manifestações Culturais e Cultura Popular

e

Patrimônio e Turismo.

Imagine alguém trabalhando com turismo em Salvador sem conhecer minimamente elementos culturais da cidade.

Ou em Ouro Preto sem compreender a importância histórica daquele patrimônio.

Ou numa região de festas tradicionais sem saber explicar por que aquela celebração existe.

O visitante não quer apenas coordenadas no Google Maps.

Muitas vezes ele quer entender:

“por que esse lugar é importante?”

Informação transforma um ponto geográfico em experiência.

É preciso decorar a história de todas as cidades brasileiras?

Claro que não.

Um curso básico apresenta fundamentos.

Depois, o profissional aprofunda os destinos com os quais realmente trabalha.

Uma pessoa especializada em Serra Gaúcha provavelmente estudará muito sobre:

Gramado;

Canela;

Bento Gonçalves;

vinícolas;

gastronomia;

eventos;

clima;

deslocamentos.

Já quem trabalha com litoral nordestino precisa dominar outro universo.

O que o curso ensina é a lógica de:

buscar, organizar e apresentar informação turística.

Por que existe Geografia no curso?

O módulo 11 é Básico em Geografia.

E aqui a utilidade é imediata.

O profissional precisa entender:

onde estão os destinos;

distâncias;

regiões;

clima;

acessos;

características naturais;

e deslocamentos.

Imagine vender uma viagem para alguém acreditar que duas atrações ficam “ali do lado” quando na realidade há várias horas de estrada entre elas.

Ou sugerir determinado passeio sem considerar período de chuvas.

Geografia no Turismo não é simplesmente decorar capitais.

É compreender espaço.

Transporte ocupa um módulo inteiro

A Elevo possui o módulo Redes de Transportes.

E faz todo sentido.

Uma viagem pode combinar:

avião;

ônibus;

carro;

transfer;

barco;

metrô;

trem.

O agente precisa compreender que deslocamento também faz parte da experiência.

Às vezes o voo mais barato não produz a viagem mais barata.

Imagine economizar R$ 150 na passagem e pousar em um aeroporto que exigirá:

duas horas adicionais de deslocamento + transfer caro.

O profissional precisa enxergar o conjunto.

O curso ensina a montar roteiros?

Sim.

Um dos módulos finais é Produtos, Roteiros e Sistemas de Emissão e Reservas.

Aqui começamos a entrar na parte que muita gente imagina quando pensa em trabalhar com turismo.

Mas um roteiro bom não é simplesmente:

Dia 1 – visitar A
Dia 2 – visitar B
Dia 3 – visitar C.

É necessário pensar em:

distância;

tempo;

horários de funcionamento;

perfil do viajante;

alimentação;

transporte;

ritmo;

orçamento.

Como seria um roteiro ruim?

Imagine uma família com crianças pequenas.

07h — passeio cansativo.

12h — almoço do outro lado da cidade.

14h — atração que exige duas horas em pé.

17h — deslocamento de uma hora.

20h — jantar formal.

Talvez todos os lugares sejam excelentes.

O conjunto é péssimo para aquele público.

Criar roteiro significa encaixar experiências em pessoas reais.

Produto turístico é um pacote?

Pode ser, mas o conceito é mais amplo.

Um produto turístico pode combinar diferentes elementos da experiência.

Por exemplo:

hospedagem;

transporte;

passeio;

alimentação;

atividade cultural.

O profissional precisa compreender o que está oferecendo e quais fornecedores participam daquela experiência.

Isso também ajuda em vendas.

Em vez de dizer:

“esse passeio custa R$ 250”

você consegue explicar:

o que está incluído;

qual é a duração;

para quem é indicado;

como funciona;

e qual necessidade ele resolve.

E os sistemas de emissão e reservas?

Essa é uma das partes mais comerciais da formação.

O módulo citado pela Elevo inclui explicitamente sistemas de emissão e reservas.

No mercado real, empresas podem utilizar:

sistemas próprios;

portais de fornecedores;

plataformas de reservas;

sistemas de distribuição;

e ferramentas comerciais.

O curso básico pode apresentar o conceito.

Mas dominar profissionalmente um sistema específico geralmente exige prática.

Essa é uma competência que melhora muito quando a pessoa realmente começa a trabalhar.

Vou aprender Amadeus, Sabre ou outro GDS profundamente?

Não presumiria isso apenas porque a grade diz “sistemas de emissão e reservas”.

Um GDS — Global Distribution System é uma ferramenta profissional de distribuição e consulta utilizada em partes do mercado de viagens.

Aprender efetivamente a operar determinado sistema é algo mais específico do que compreender que sistemas de reservas existem.

Por isso, se uma escola anunciar:

“você sairá dominando sistema X”

vale perguntar:

quantas horas práticas existem?

há acesso real à ferramenta?

é ambiente de treinamento?

há exercícios de emissão?

O nome de um sistema na ementa não é a mesma coisa que domínio operacional.

Oferta e demanda também aparecem?

Sim.

O curso possui o módulo Perfil das Demandas e Ofertas.

Esse é outro assunto que parece acadêmico até você olhar uma cidade turística em alta temporada.

No Réveillon:

procura por hospedagem aumenta.

Os preços podem subir.

A disponibilidade diminui.

Em baixa temporada acontece o contrário.

Entender demanda ajuda a compreender:

sazonalidade;

preços;

perfil de turistas;

períodos fortes e fracos.

Isso influencia diretamente quem trabalha vendendo ou organizando produtos turísticos.

O curso ensina legislação?

Sim.

O último módulo temático da grade é Legislação, Regras e Normas.

Isso é importante porque Turismo envolve relações entre:

clientes;

agências;

hotéis;

transportadoras;

prestadores;

guias;

empresas de eventos.

Além disso, algumas atividades possuem regras próprias.

E aqui chegamos a um cuidado especialmente importante.

Curso de Agente de Turismo não transforma alguém em Guia de Turismo

A própria página do curso menciona guias entre possíveis interessados, mas isso não significa que o certificado livre habilite alguém legalmente como Guia de Turismo.

A profissão de Guia de Turismo é regulamentada.

O serviço oficial do Governo Federal informa que, para atuar regularmente como Guia, é necessário realizar curso técnico de formação profissional em Guia de Turismo e estar cadastrado no Cadastur, além de cumprir os demais requisitos.

Ou seja:

Curso livre de Agente de Turismo ≠ Curso Técnico de Guia de Turismo.

Essa diferença precisa ficar muito clara.

O que um Guia faz que gera essa confusão?

A legislação define Guia de Turismo como o profissional que acompanha, orienta e transmite informações a pessoas ou grupos durante visitas e excursões, dentro das categorias correspondentes.

Isso é diferente de trabalhar, por exemplo:

montando uma viagem dentro de uma agência;

atendendo em hotel;

organizando reservas;

prestando informações em um balcão;

ou criando um produto turístico.

Todas essas atividades podem estar no mesmo setor.

Não são a mesma profissão.

E Agente de Informações Turísticas?

Aqui a proximidade é muito maior.

O Senac São Paulo possui atualmente uma formação presencial chamada Agente de Informações Turísticas, com 200 horas.

Nesse curso, o aluno aprende a:

atender turistas, visitantes e moradores;

sugerir roteiros e atrativos;

informar sobre infraestrutura turística;

organizar informações geográficas, históricas e culturais;

e comunicar-se de maneira clara e cortês.

Perceba que boa parte disso conversa diretamente com os módulos do curso básico que estamos analisando.

Só que a formação do Senac é mais longa, presencial e estruturada para desenvolver competências profissionais de maneira diferente.

São 200 horas por acaso?

Não é uma carga incomum nesse tipo de qualificação.

O próprio Ministério do Turismo inclui Agente de Informações Turísticas — 200h entre as formações FIC previstas em suas ações de qualificação profissional.

A formação FIC também contempla, por exemplo:

Agente Cultural;

Organizador de Eventos;

Agente de Recepção e Reservas em Meio de Hospedagem;

Espanhol Básico e Intermediário.

Isso ajuda a enxergar o turismo como um conjunto de carreiras, e não como uma profissão única.

O curso do Senac é mais “válido” que o curso livre online?

Eu evitaria colocar dessa maneira.

São propostas diferentes.

O curso online da Elevo é:

livre + autoinstrucional + flexível + introdutório.

O Senac apresenta:

formação presencial de 200 horas com competências voltadas ao atendimento e informação turística.

A pergunta mais útil não é:

“qual certificado é mais válido?”

É:

“qual formação eu preciso para o objetivo que tenho agora?”

Se você só quer descobrir se gosta da área, não precisa necessariamente começar investindo em 200 horas presenciais.

Se já decidiu trabalhar profissionalmente com recepção e informações turísticas, uma formação mais estruturada pode ser bastante interessante.

Curso online substitui prática?

Não completamente.

Você pode aprender online:

conceitos;

estrutura de roteiros;

noções de destinos;

hospitalidade;

comunicação;

legislação.

Mas algumas competências melhoram muito com prática.

Por exemplo:

atender um cliente indeciso;

resolver uma reserva com problema;

reorganizar um roteiro depois do cancelamento de um passeio;

explicar um destino para um turista estrangeiro;

utilizar determinada plataforma de reservas.

Turismo é um daqueles setores em que você aprende bastante quando começa a lidar com situações reais.

O Ministério do Turismo também ensina atendimento?

Sim.

O Curso de Atendimento ao Turista – Brasil Braços Abertos, oferecido pelo Ministério do Turismo em parceria com a UFMA, teve 80 horas e foi estruturado em três grandes módulos:

Atendimento

Comunicação

e

Temas Transversais.

Entre os conteúdos estavam vendas, marketing, negociação, fidelização, reclamações, inglês básico para atendimento, saúde e segurança, sustentabilidade e planejamento financeiro.

Essa oferta específica encerrou suas matrículas em 2025, portanto não deve ser apresentada como inscrição aberta hoje. A plataforma atualmente marca esse curso como matrículas encerradas.

Mas a grade ensina algo importante:

Turismo profissional não é apenas conhecer destinos.

Atendimento, comunicação e negócio pesam bastante.

Inglês aparece mesmo em formação de Turismo?

Sim.

No curso oficial de Atendimento ao Turista, por exemplo, existia um bloco de comunicação básica em inglês, trabalhando cumprimentos, localização, horários, nacionalidades, clima e meios de transporte.

É exatamente o inglês que alguém pode precisar ouvir numa recepção:

“Where is the beach?”

“What time does the bus leave?”

“Is breakfast included?”

“Can I pay by card?”

Não é necessário começar discutindo literatura inglesa.

A primeira utilidade é conseguir resolver situações reais.

Preciso falar inglês para concluir o Curso de Agente de Turismo?

Não para o curso livre da Elevo.

A página informa que não há exigência de escolaridade nem idade mínima para participar e não estabelece inglês como pré-requisito.

Isso significa que você pode começar do zero.

Mas se descobrir que realmente gosta de Turismo, eu colocaria idiomas entre as prioridades seguintes.

Especialmente:

inglês

e, dependendo do destino,

espanhol.

O curso tem prova?

Na Elevo, sim.

Depois do estudo, existe uma avaliação com 5 questões.

Para poder solicitar o certificado, o aluno precisa alcançar pelo menos 60% de aproveitamento. Se não atingir o resultado, a plataforma permite realizar novamente a avaliação.

Essa é uma prova interna da plataforma.

Não é exame nacional de Turismo.

Não existe uma espécie de “OAB do Agente de Turismo” que você precisa passar depois desse curso.

O certificado é obrigatório?

Não.

A própria Elevo deixa claro que o certificado é opcional e que o acesso ao conteúdo não depende de comprá-lo.

Portanto, se você está apenas experimentando a área:

estude primeiro.

Decida depois.

Isso evita comprar um certificado só porque aparece um botão de pagamento no final.

O certificado é um diploma?

Não.

A Elevo classifica a formação como curso livre de capacitação e aperfeiçoamento e explica que ela não substitui formações técnicas ou acadêmicas exigidas para profissões regulamentadas.

Portanto:

certificado de curso livre ≠ diploma técnico

e

certificado de curso livre ≠ graduação em Turismo.

No currículo, apresente exatamente aquilo que fez.

Como colocar corretamente?

Por exemplo:

Agente de Turismo — Curso Livre — 140h

Instituição: Elevo By Anglo Cursos

Ano de conclusão: 2026

Simples.

Não precisa transformar em:

“Formação Técnica Profissional Superior em Turismo”.

Isso apenas cria um problema numa entrevista.

O certificado serve para horas complementares?

Pode ser aceito, mas quem decide é a instituição que receberá o documento.

A própria plataforma cita entre as possíveis utilizações atividades complementares, recrutamento e concursos, mas ressalva a necessidade de verificar as regras específicas.

Então, se você precisa de 100 horas complementares na faculdade:

pergunte à faculdade antes de pagar.

Se pensa em utilizar num concurso:

leia o edital antes de pagar.

Não existe um certificado livre que todas as instituições sejam obrigadas a aceitar para qualquer finalidade.

O que eu aprenderia primeiro se quisesse trabalhar logo?

Se o objetivo for buscar uma vaga de entrada no Turismo, eu daria prioridade a quatro grupos de competências.

1. Atendimento

Saber ouvir, responder e resolver.

2. Destinos e roteiros

Entender como organizar uma viagem de maneira lógica.

3. Reservas e ferramentas digitais

Aprender como o mercado realmente organiza produtos e clientes.

4. Comunicação

Português claro e, se possível, inglês ou espanhol básico.

Depois você vai acrescentando especializações conforme descobrir em qual parte do setor quer trabalhar.

Excel ajuda um Agente de Turismo?

Pode ajudar bastante.

Não porque o turista vai pedir uma fórmula de PROCV no balcão.

Mas porque empresas trabalham com:

listas de passageiros;

orçamentos;

datas;

preços;

fornecedores;

controle de reservas;

custos;

comissões;

relatórios.

Mesmo quando existe um sistema especializado, saber trabalhar com planilhas continua útil.

E isso pode ser um diferencial muito mais interessante do que acumular cinco certificados introdutórios quase iguais.

Curso de Turismo é curso de vendas?

Em parte, pode envolver vendas.

Principalmente quando o profissional atua em agência ou comercialização de produtos turísticos.

Mas vender Turismo é um pouco diferente de simplesmente empurrar um produto.

Um bom atendimento comercial tenta descobrir:

qual viagem faz sentido para aquela pessoa?

Quando isso acontece, a venda vira consequência da solução.

É justamente por isso que conhecimento de destinos e atendimento andam juntos.

Dá para trabalhar com Turismo sem vender?

Sim.

Existem funções ligadas a:

informação turística;

recepção;

hotelaria;

eventos;

atrativos;

operações;

planejamento;

atendimento;

gestão de destinos.

O setor é muito maior que uma agência de viagens.

Por isso este curso também pode ser útil para alguém que ainda não sabe exatamente qual segmento quer seguir.

E se eu gostar mais de reservas e pacotes?

Aí provavelmente vale aprofundar Agente de Viagens.

Esse profissional tende a trabalhar de maneira mais diretamente comercial com:

passagens;

hospedagens;

seguros;

pacotes;

cruzeiros;

passeios;

reservas.

O conhecimento de Turismo continua sendo uma ótima base.

Você apenas direciona a formação.

E se eu gostar de hotéis?

Nesse caso, vale pesquisar:

Hotelaria

ou

Agente de Recepção e Reservas em Meio de Hospedagem.

Inclusive essa última formação aparece com 160 horas entre os cursos FIC relacionados pelo Ministério do Turismo.

Isso mostra como uma pessoa pode começar num curso genérico e depois descobrir um nicho muito mais específico.

E se eu quiser acompanhar turistas nos passeios?

Aí não pare neste certificado.

Pesquise Curso Técnico de Guia de Turismo.

O Governo Federal informa que o exercício regular de Guia exige formação técnica profissional correspondente e cadastro no Cadastur.

Essa é a principal fronteira profissional que o aluno deste curso precisa conhecer.

Não é porque um curso de Agente de Turismo fala sobre:

roteiros;

atrativos;

cultura;

e destinos

que ele automaticamente habilita alguém a exercer uma profissão regulamentada diferente.

Qual formação escolher depois do básico?

Eu faria essa escolha com base naquilo que você mais gostou:

Gostou de vender e montar viagens?
Agente de Viagens.

Gostou de orientar visitantes sobre uma cidade?
Agente de Informações Turísticas.

Gostou de acompanhar grupos e explicar atrativos?
Curso Técnico de Guia de Turismo.

Gostou de hotéis e reservas?
Hotelaria ou Recepção e Reservas.

Gostou de organizar experiências e eventos?
Eventos.

Gostou da parte de planejamento e desenvolvimento de destinos?
Faculdade de Turismo ou Gestão do Turismo pode começar a fazer mais sentido.

O curso básico é especialmente útil porque permite descobrir isso antes de uma formação longa.

Então vale a pena fazer o Curso de Agente de Turismo?

Para quem está começando, sim.

Principalmente porque o conteúdo pode ser acessado gratuitamente.

Os 17 módulos da Elevo passam por uma diversidade suficiente de temas para o aluno perceber se se identifica mais com:

atendimento;

cultura;

sustentabilidade;

transportes;

roteiros;

reservas;

ou planejamento.

Só não espere sair do curso dominando todos os sistemas profissionais ou preparado para exercer qualquer profissão do Turismo.

Use-o como:

porta de entrada.

Depois escolha uma direção.

Esse é o caminho que tende a produzir uma formação muito mais coerente.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o Curso de Agente de Turismo?

Na Elevo, a referência inicial é de 140 horas, mas a plataforma trabalha com cargas configuráveis entre 6 e 400 horas e estudo autônomo.

Quantos módulos tem?

São 17 módulos.

É totalmente online?

Sim. A formação da Elevo é 100% online e pode ser acessada por computador ou celular.

Quais são as principais matérias?

Comunicação, ética, sustentabilidade, hospitalidade, cultura, Geografia, patrimônio, transportes, demanda turística, roteiros, reservas e legislação.

Aprende a montar roteiros?

Sim. Produtos, roteiros e sistemas de emissão e reservas fazem parte do conteúdo programático.

Aprende a emitir passagem?

O curso introduz sistemas de emissão e reservas, mas a grade publicada não permite concluir que o aluno receberá treinamento profundo em um GDS profissional específico.

Tem prova?

Sim. São cinco questões e é necessário atingir 60% para solicitar o certificado.

O certificado é gratuito?

Não. Ele é opcional e possui taxa. O estudo pode ser realizado sem comprá-lo.

É um curso técnico?

Não. É um curso livre.

O Senac possui formação parecida?

Sim. O Senac São Paulo oferece Agente de Informações Turísticas, presencial, com 200 horas.

O Ministério do Turismo possui formação de 200 horas?

Sim. Agente de Informações Turísticas aparece com 200h entre as formações FIC do Ministério.

Posso trabalhar como Guia de Turismo depois deste curso?

O certificado livre de Agente de Turismo não substitui a formação exigida para Guia. O Governo Federal informa que o exercício regular como Guia depende de curso técnico de formação profissional e cadastro no Cadastur.

Preciso falar inglês?

Não é pré-requisito do curso analisado, mas idioma pode ser bastante útil profissionalmente.

Aviso importante: Este site é independente e não representa Ministério do Turismo, Senac, Elevo ou empresas do setor. O Curso de Agente de Turismo analisado é uma formação livre e não equivale automaticamente a curso técnico ou graduação. Também não substitui o Curso Técnico de Guia de Turismo e o cadastro no Cadastur necessários ao exercício regular dessa profissão.